terça-feira, 19 de setembro de 2017

18/09/2017 - Palmeiras 1x0 Coritiba

Estádio do Pacaembu - Campeonato Brasileiro



Após um longo hiato o Palmeiras voltou a jogar como mandante, mesmo que 'fora de casa' (o jogo foi marcado para o Pacaembu dada a ocupada agenda de shows no Palestra em setembro) e pela primeira vez no ano jogando numa segunda-feira. Sem William, Cuca preteriu Guerra e mandou Keno a campo pela direita, com Dudu na esquerda e Moisés na armação, tendo Deyverson como centro-avante. Na zaga, Juninho substituiu o suspenso Luan, fazendo dupla com Dracena. Fiquei apreensivo com Jean e Tchê Tchê de volantes, ambos leves, sem um Thiago Santos para desarmar, mas o time se mostrou bem colocado e manteve o controle no primeiro tempo.

O Palmeiras exerceu pressão o tempo todo, e o adversário chegou apenas em bolas paradas (uma delas exigiu grande defesa de Prass). Embora demonstrasse entrosamento e boa variação de jogadas, o Palmeiras chegou ao gol apenas aos 38 minutos: Dudu foi ao fundo pela esquerda, olhou pra área e cruzou rasteiro para Jean empurrar pra dentro. O mesmo Dudu teve grande chance logo depois, mas parou na grande defesa do goleiro - mais mérito dele que falha nossa. Fomos pro intervalo com a vantagem.

O adversário voltou mais fechado e acabou jogando em alguns de nossos erros, fazendo com que levássemos alguns sustos em bolas paradas e chutes de longe. Prass foi necessário algumas outras vezes, enquanto nosso ataque criava menos que no primeiro tempo. O relógio andava e o cansaço chegava. Cuca mandou Roger Guedes no lugar de Keno, tentando dar velocidade, mas ele pouco aproveitou. Mais tarde, pôs Thiago Santos no lugar de Jean para, agora sim, fechar de vez o meio. Borja teve nova chance e quase aproveitou, mas foi travado na hora da conclusão.

Saímos com os três pontos, mas esperávamos mais do time montado por Cuca. Não há mais argumentos com relação a falta de tempo e de treinamentos. Que sejam mantidos os pontos positivos e que ele faça mudanças pontuais para aproveitarmos melhor as chances e os contra-ataques nos próximos jogos.







segunda-feira, 28 de agosto de 2017

28/08/2017 - Palmeiras 4x2 SPFC

Estádio Palestra Itália / Allianz Parque - Campeonato Brasileiro




Após os péssimos resultados e o mau futebol apresentado nas rodadas anteriores, o Palmeiras tinha a oportunidade perfeita para mostrar que poderia mudar o jogo justamente em um clássico, contra o inimigo e no fim de semana em que comemorava 103 anos de História (com "H" maiúsculo). E não decepcionou os quase 34 mil torcedores.

Cuca mandou Moisés na armação, com William de um lado e Guerra do outro, tendo Deyverson à frente e Tchê Tchê e Bruno Henrique na cobertura. Veloz, o Palmeiras mandou na partida e desenvolvia jogadas com facilidade, mas acabou levando um gol muito cedo em uma falha de marcação. Sem se abalar, o time continuou criando e embora tenha levado alguns sustos no contra-ataque chegou à virada ainda no primeiro tempo: o empate veio com um cruzamento de Michel Bastos para William que, dentro da área, matou no peito e bateu com força. O segundo, um golaço, também de William, que veio pela esquerda, puxou pro meio e bateu de curva, de fora da área.

Por interrupções o jogo acabou indo até os 51, e mesmo após o Palmeiras quase chegar ao terceiro, com belo chute de Tchê Tchê, acabamos levando o empate em uma bola despretenciosa. Fomos para um tenso intervalo com o empate amargo. Começamos melhor o segundo tempo, e depois de dez minutos Cuca mandou Keno no lugar de Bruno Henrique, jogando Guerra mais pro meio e deixando Moisés mais pra cobertura. O time abusou da velocidade e bombardeou o inimigo, marcando um gol corretamente anulado (Deyverson estava um pouco à frente) e obrigando o goleiro adversário a fazer grandes defesas.

Levamos outros sustos, já que a defesa ficara mais exposta com a postura ofensiva do time. Cuca mandou Hyoran no lugar de Guerra, e ele demonstrou boa movimentação e atuou bem atraindo defensores par a marcação individual, deixando espaços para os companheiros. Edu Dracena então desarmou um perigoso contra-ataque e serviu Jean, que passou pra Deyverson que lançou para Keno: o camisa 27 enfiou o pé pra marcar o terceiro, de fora da área. Outro golaço!

À frente do placar, Cuca mandou Thiago Santos pra reconstruir a proteção à zaga no lugar de Deyverson, e ele entrou desarmando tudo. A partida caminhava para o fim e o time trocava passes ao som de "olé" da torcida, quando Tchê Tchê enxergou William pela esquerda, que dominou, foi ao fundo e cruzou na medida para Hyoran, que fechava pelo meio, marcar o quarto. Festa no Palestra, na quinta vitória em cinco jogos sobre o inimigo.








quarta-feira, 23 de agosto de 2017

21/08/2017 - Palmeiras 0x2 Chapecoense

Estádio Palestra Itália / Allianz Parque - Campeonato Brasileiro




Encarando sua torcida pela primeira vez após a eliminação na Libertadores e após uma semana livre para treinar, o Palmeiras voltou a mostrar um péssimo futebol naquela que foi talvez a pior partida em seus domínios em muitos anos. Cuca contou com a volta de William Bigode, que juntava-se aos meias Moisés e Guerra (finalmente juntos) além de Roger Guedes do outro lado e Deyverson na frente.

Ainda assim o time não conseguiu furar a retranca do adversário, que não se acanhou em espremer-se em seu campo e jogar no contra-ataque, além de abusar da cera, deixando o relógio correr. Ainda no primeiro tempo, uma bola parada alçada na área caiu no "lado errado" de Luan, que não a alcançou e permitiu que o placar fosse aberto.

Sob pressão da torcida, e com Tchê Tchê e Keno nos lugares de Thiago Santos e Roger Guedes, o time iniciou o segundo tempo exercendo alguma pressão, mas que acabou em alguns minutos. A apatia do primeiro tempo voltara, e o time atacava sem grande objetividade. Cuca mandou Borja no lugar de William, e nos minutos finais o time voltou a pressionar e chegou a perder gols incríveis (além de sofrer um pênalti não marcado). Já aos 49, já com o time todo lançado à frente, em contra-ataque o adversário marcou o segundo e jogou a pá de cal, fechando a triste noite chuvosa.






sexta-feira, 11 de agosto de 2017

09/08/2017 - Palmeiras 1(4) x (5)0 Barcelona (EQU)

Estádio Palestra Itália / Allianz Parque - Taça Libertadores da América



O jogo do ano (até ali) chegara! Com a saída da Copa do Brasil e claramente desdenhando do Brasileiro, o Palmeiras vinha de derrota no jogo de ida nas oitavas da Libertadores e precisava de dois gols de vantagem para passar. Todos os ingressos, como não poderia deixar de ser, foram vendidos com bastante antecedência e com a autorização devida a torcida fez uma grande festa, com mosaicos em todos os setores do estádio, bandeirão e instrumentos musicais.

Ainda não podendo contar 100% com Moisés e com Guerra se recuperando de fadiga muscular, Cuca deixou Dudu na armação e pôs Keno em seu lado esquerdo. Ofensivamente posicionado o Palmeiras dominou a partida, embora não tivesse chances claras de gol. Tivemos, ao que parece, um pênalti não marcado (Mina teria sido puxado), mas o empate em zero a zero ficou até o intervalo. Um pouco antes, Mina sofreu fratura no dedo do pé e foi substitído por Dracena.

Moisés voltou no lugar de Roger Guedes, assumindo o comando e empurrando Dudu pra direita. Aos nove minutos, a explosão: Moisés deu um passe de trivela em profundidade para Dudu, que recebeu e, com calma, aguardou o camisa 10 chegar para rolar de volta. Moisés cortou a defesa e marcou um golaço. Talvez cedo demais, o Palmeiras foi pro abafa e chegou ao segundo gol, corretamente anulado (Deyverson estava impedido). A zaga cobrou rápido, o Palmeiras cedeu o contra-ataque que acabou na trave de Jaílson, saindo em seguida.

O ritmo era alucinante, e por isso o adversário resolveu parar de jogar. Cera, cai-cai, catimba, o de sempre. O tempo foi passando, o Palmeiras criando, e nada da bola entrar. Com o cansaço, o relógio foi passando e acabamos nas temidas cobranças de pênaltis. Guerra, que entrara no lugar de Dudu, lesionado, marcou o primeiro, e Tchê Tchê fez o segundo. Bruno Henrique então perdeu, cobrando mal e contando com um grande adiantamento do goleiro. Keno fez com força, no alto, e em seguida Jaílson nos pôs de volta à disputa pegando de forma brilhante o pênalti adversário. Moisés fechou a sequência inicial. Nas alternadas, Egídio bateu mal, fraco, e selou a eliminação.

Eu nunca tinha "ouvido um silêncio" tão grande em estádios. Foi perturbador. Algumas pessoas até se confundiram, achando que haveria mais cobranças de pênaltis. Atônitos, os presentes começaram a cair em si. A torcida protestou, xingando primeiramente Egídio, e emendando o já famoso "time sem vergonha". Houve um princípio de tumulto, que logo se dissipou. Melancolicamente demos adeus à Libertadores e nos dirigimos pra casa, confiando ainda em (finalmente) uma pré-temporada bem feita para que voltemos às conquistas em 2018.








06/08/2017 - Palmeiras 0x1 Atlético-PR

Estádio Palestra Itália / Allianz Parque - Campeonato Brasileiro



Desfigurando, o Palmeiras foi a campos com o time totalmente reserva visando o confronto de ali três dias pela Libertadores. Jaílson, suspenso, deu lugar a Prass; Fabiano e Zé como laterais, Dracena e Juninho na zaga. Jean e Tchê Tchê de volantes, e a trinca de ataque ficou entre Veiga, Erik e Bastos, com Borja isolado. A falta de entrosamento pesou muito, e o Palmeiras fez um primeiro tempo horroroso. Mesmo com alguns poucos lances no começo, o time não conseguia furar a retranca adversária por não conseguir tocar a bola rapidamente ou virar o jogo com precisão - também culpa da falta de entrosamento.

A situação piorou após levarmos um gol num lance de bola parada, que fez com que o adversário recuasse ainda mais. Para o segundo tempo, Moisés voltou de contusão após cinco meses e reacendeu a esperança da torcida. O time voltou melhor, enxergou espaços, mas não soube usar o maior volume de jogo. Quando conseguia finalizar, parava na marcação ou na falta de sorte/pontaria dos atacantes. Acabamos derrotados, acendendo a luz amarela quanto à real necessidade de poupar tantos jogadores em um campeonato que chegava apenas à metade.



segunda-feira, 31 de julho de 2017

29/07/2017 - Palmeiras 2x0 Avaí

Estádio Palestra Itália / Allianz Parque - Campeonato Brasileiro




Vindo de uma delorida eliminação na Copa do Brasil no meio de semana, o Palmeiras ainda buscava seus acertos para o restante da temporada em um jogo relativamente fácil, em casa, com a ajuda da sempre presente torcida. Havia também a expectativa sobre o destino de Felipe Melo, afastado por Cuca após suposta discussão nos bastidores.

Demonstrando muita qualidade nos passes e entrosamento, com uma formação similar à utilizada em 2016, com Deyverson fazendo o papel de Gabriel Jesus e Bruno Henrique no lugar de Moisés. Com grande volume de jogo o Palmeiras chegou diversas vezes logo nos primeiros minutos, abrindo o placar aos 11 com Dudu, que recebeu de Guerra, limpou o marcador e bateu de fora da área.

Guerra saiu de campo logo depois, lesionado (sempre uma preocupação), e o jogo foi também interrompido porque Dudu passou mal e vomitou em campo. O time visitante pouco assustava, e quando o fazia era mais por falta de atenção de nossa defesa. Em bela jogada, muito bem construída e qu demonstrou muito o entrosamento desta formação, o Palmeiras chegou ao segundo gol com Deyverson - o atacante recebeu de Raphael Veiga (que entrara no lugar de Guerra), girou e bateu cruzado. Belo gol!

O Palmeiras manteve sua postura e agrediu bastante, embora sem grande sucesso. Ao fim da primeira etapa o adversário ainda ficou com um a menos, expulso bestamente ao levar dois amarelos seguidos por xingar o árbitro. O segundo tempo seguiu sem grandes sustos pro nosso lado, e com grande volume de nosso ataque - Roger Guedes exigiu grande defesa do goleiro, e no rebote a bola de Deyverson explodiu no travessão. 

Mina, com dores, saiu para a entrada de Dracena, e mais tarde Keno entrou no lugar de Guedes. O jogo ficou mais cadenciado, e não havia mais grandes expectativas. A torcidaentão demonstrou seu apoio, e mesmo tendo sido em "tom de brincadeira" gritou o nome de Egídio no estádio, que fora eleito um dos culpados pela eliminação na quarta-feira anterior. Com moral renovada, o elenco segue para Atibaia para concentrar durante dez dias antes da partida pela Libertadores. Até lá serão dois jogos pelo Brasileiro com times que, embora alternativos, estarão bem encaixados.