quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

02/01/2018 - Palmeiras 3x0 Luverdense

Estádio Joaquim de Morais Filho - Copa São Paulo de Futebol Júnior

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Assim como em 2016, quando jogo em São José dos Campos, o grupo do Palmeiras caiu na região do Vale do Paraíba (desta vez em Taubaté), e com isto pude aproveitar a proximidade do trabalho para acompanhar algumas partidas da Copinha. O já comentado excelente trabalho com os times da base melhora nossas chances de título este ano, e realmente o time está bem encaixado e, de fato, deve chegar forte.

Sem tecnicalidades, o time manteve a base campeã paulista em 2017 e, portanto, um bom entrosamento. Historicamente os mais jovens querem "mostrar serviço" e acabam optando por jogads individuais, mas neste ano vemos um jogo coletivo muito bom, com boas inversões de jogada, toques envolventes, e atuações seguras.

Após a preliminar entre os outros dois times do grupo, com algum atraso (por problemas na iluminação do estádio) o Palmeiras foi a campo e jogou leve, como favorito, e abriu o placar antes dos 15 minutos com José Aldo, cobrando pênalti sofrido por Léo Passos. Só dava Palmeiras, e pouco depois após jogada bem construída José Aldo aproveitou uma sobra para, de fora da área, colocar a bola no único espaço entre a trave e o goleiro. Uma bela finalização.

Nosso goleiro Anderson atuou poucas vezes, de forma segura. Houve uma ou outra falha de posicionamento defensivo, mas todos mostraram boa recuperação. No segundo tempo, Matheus Neris (um dos melhores em campo, com grande mobilidade) bateu de fora da área; a bola explodiu na defesa e o próprio Neris, de canhota, bateu novamente longe do alcance do goleiro para marcar o terceiro.

O Palmeiras fez as seis substituições permitidas (muitos sub-17 em campo), e ainda assim o time comandou o jogo até o final, sem grandes sustos. O time reduziu o ritmo, também pelo forte calor e pelo péssimo estado do gramado, que acabou sendo o destaque negativo: a estrutura do estádio é precária, o gramado tem falhas (e muita areia), e até mesmo as redes têm os quadrados grandes demais, deixando a bola "furar" em vários lances. Obviamente, não dá pra exigir "padrão arena" em uma primeira fase de Copinha.

Noite agradável com a primeira vitória do Palmeiras em 2018.








sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

30/11/2017 - Palmeiras 0(4)x(3)1 SCCP

Estádio do Pacaembu - Copa do Brasil Sub-17



Após ter vencido o rival fora de casa com gol ao final do jogo, o Sub-17 do Palmeiras precisava de apenas um empate para levantar a taça da Copa do Brasil da categoria. Marcado para o Pacaembu, às 17 horas de uma quinta-feira, eu já tinha me conformado em acompanhar apenas pelo celular. Um compromisso de trabalho, no entanto, me permitiu chegar ao estádio para a partida, mesmo que com atraso.

Foi um massacre: o Palmeiras dominou completamente o adversário, mandou na partida, mas não fez os gols por pequenos detalhes. O rival, assim como o time principal, jogou como pequeno o tempo todo e buscava contra-ataques em lançamentos de velocidade, mas sem qualquer sucesso - apenas um lance de perigo contra o Palmeiras aconteceu, e o primeiro tempo acabou sem alterações no placar. 

No segundo mais uma vez o Verde cansou de perder oportunidades, e acabou castigado com o único contra-ataque encaixado pelo adversário, após falha individual de nossa zaga. O Palmeiras continuou apertando, criou chances, mas o placar persistiu. Nos acréscimos, nosso técnico trocou os goleiros, já que o reserva tinha melhor aproveitamento em pênaltis nos treinos. E deu certo: foram duas defesas, e o título da Copa do Brasil Sub-17 veio!

Foi um bom ano para nossa base, que também sofreu com a arbitragem mas que conseguiu levantar três canecos até aqui. Sábado tem a decisão do Paulista Sub-20, no mesmo Pacaembu, e o Palmeiras pode trazer a quarta taça em quatro categorias diferentes da base, coroando o excelente trabalho desenvolvido.





27/11/2017 - Palmeiras 2x0 Botafogo

Estádio Palestra Itália / Allianz Parque - Campeonato Brasileiro



Exatamente um ano após a conquista do Enea o Palmeiras encerrava sua participação na edição de 2017 - pelo menos como mandante. O último jogo do ano no Allianz Parque teve público moderado, claro, já que o time pouco ainda tinha a conquistar no torneio. Houve, no entanto, um outro atrativo: foi a despedida de Zé Roberto do futebol, e nosso camisa 11 - que jogou os 90 minutos - recebeu todas as justas homenagens.

Jogando pelos lados,  Palmeiras tentou exercer alguma pressão mas  ritmo de jogo estava bastante abaixo do 'normal'. Mesmo com boas articulações as bolas de Keno e Dudu não chegavam em Borja, e pelo meio Moisés estava em uma noite pouquíssimo inspirada (para usar um eufemismo). Apesar de alguns lances de perigo (como o chute de Borja, de fora da área) o jogo foi para o intervalo sem alteração no placar.

Logo de cara o Palmeiras quase marca no segundo tempo, após cobrança de falta. Aos dez, no entanto, Keno disparou e cruzou rasteiro para a área: o goleiro marcou Borja, mas a bola passou entre os dois e ofereceu-se para Dudu, do lado direito, abrir o placar. E aos 18, uma pintura: Keno recebeu passe longo pela direita, cortou pro meio (tirando dois marcadores do lance) e batendo de canhota, de curva, no ângulo direito do goleiro. Um golaço!

Após mais alguns lances de perigo a partida chegou ao fim, e Zé Roberto recebeu mais homenagens de todos - deu inclusive uma volta olimpica. Foi a última partida do ano em casa, fechando de certa forma melancolicamente o campeonato, que poderia ter ficado conosco não fossem as circunstâncias excusas, ainda mais aparentes nas últimas rodadas. Que o próximo ano traga mais vitórias e, com elas, títulos e alegria!









sexta-feira, 17 de novembro de 2017

16/11/2017 - Palmeiras 5x1 Sport

Estádio Palestra Itália / Allianz Parque - Campeonato Brasileiro



Ainda precisando cumprir os objetivos que restaram - a classificação direta à Libertadores e, se possível, o vice-campeonato - o Palmeiras foi a campo sem Mina e Borja, que voltaram da seleção colombiana após cansativa viagem, e sem Mayke que, com dores, acabou cortado. Em suas respectivas posições Valentim escalou Luan, Deyverson e Jean, repetindo o restante do time da última rodada.

Desesperado para fugir do rebaixamento, o adversário propôs o jogo durante todo o primeiro tempo e ensaiou pressão sobre o Palmeiras. Desanimado, o time não engrenou e pouco criou, fazendo com que Fernando Prass tivesse grande trabalho para levar o empate para o intervalo. Foram pelo menos cinco intervenções que evitaram a desvantagem no placar na primeira etapa.

Sem mudanças - mesmo depois da sonora vaia recebida da torcida no intervalo -, o Palmeiras retornou um pouco mais ligado, e apesar de levar alguns sustos no início controlou a partida e agrediu muito mais. Após desperdiçar algumas chances, Deyverson recebeu cruzamento da direita de Dudu e completou pro gol, abrindo o placar. Pouco depois, após escanteio que Dudu cobrou pela esquerda, Luan sobe entre a zaga e marca o segundo. Mais tarde, Keno recebeu lançamento de Tchê Tchê e ajeitou para Deyverson, que marcou seu segundo gol na noite.

Depois de um apagão incompreensível, o Palmeiras deixou o adversário chegar e ficar por vários minutos no campo de ataque, descontando o placar. Não haveria tempo para um improvável empate: Dudu arrancou e teve de finalizar duas vezes para marcar o quarto gol palestrino. E após grande defesa de Prass, William (que substituíra Moisés) puxou o contra-ataque e serviu Keno, que fechou a goleada.

A goleada não pode apagar um primeiro tempo horrível e muitos erros, principalmente no posicionamento da defesa e na precisão dos desarmes. Mas, naturalmente, foi uma noite agradável, a penúltima do Palmeiras em casa em 2017, que nos garantiu diretamente na fase de grupos da Libertadores no próximo ano.








segunda-feira, 13 de novembro de 2017

12/11/2017 - Palmeiras 2x0 Flamengo

Estádio Palestra Itália / Allianz Parque - Campeonato Brasileiro




Mesmo com campanha errática o Palmeiras chegara à vice-liderança do campeonato, dependendo apenas de suas forças a partir da rodada 32 para levar o decacampeonato em 2017. Foi quando as forças obscuras - mas sempre presentes - do nojento futebol brasileiro atacaram: após ser descaradamente prejudicado em casa (e ainda assim garantindo o empate), o Palmeiras foi novamente operado em Itaquera e o resultado garantiu mais um título com asterisco ao rival que, deforma repulsiva (mas não surpreendente), celebra a "malandragem" na conquista.

Posteriormente amargamos ainda mais uma derrota, numa desanimada (como não poderia deixar de ser) partida de meio de semana. Após (violento) protesto da torcida poucas horas antes do jogo, o Palmeiras veio ao Palestra para bater no equivalente carioca da escória do futebol. O time do cheirinho de 2016 sequer entrou em campo, e viu o Verde dominar a partida desde o início, pouco fazendo para reagir.

Valentim escalou Deyverson no ataque (Borja na seleção e William como opção no banco), além de Felipe Melo como volante. Tchê Tchê ficou ao lado de Moisés, como em boa parte de 2016, e fez grande partida. Na esquerda, Michel Bastos substituiu o desgastado (em todos os sentidos) Egídio, e foi por ali que Deyverson quase marcou logo de cara. Nosso gol saiu pouco depois: Moisés deu lindo passe pelo alto encontrando Deyverson dentro da área, que dominou e bateu prensado, mas o suficiente para tirar o goleiro. A bola entrou devagar, quicando.

Ainda no primeiro tempo, Keno recebeu pela esquerda e invadiu a área, tirou do zagueiro e chtou de perna direita, com veneno. A bola fez a curva e explodiu na trave - um pecado! No entanto, o rebote veio para um bem posicionado Deyverson que só teve o trabalho de escorar de cabeça para marcar o segundo.

O segundo tempo seguiu com pleno domínio palestrino, com oportunidades para Felipe Melo de cabeça, para Thiago Santos (tanto de cabeça quanto com o pé, perdendo uma chance incrível) e  para Dudu, que bateu de longe com endereço, defendida pelo goleiro. E a partida terminou desta forma, com aquela sensação do que poderia ter sido o campeonato se os interesses escusos de muitos não tivessem feito a diferença a favor do rival. Ano que vem se aproxima e seremos novamente protagonistas, e caminhando para estarmos também diretamente na fase de grupos da Libertadores.